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Alimentação, mobilidade ou saúde complementar? O que os colaboradores realmente escolhem no flex

Os dados de utilização de plataformas flex no Brasil mostram padrões consistentes que ajudam a calibrar a política de benefícios.

Uma das perguntas mais comuns de empresas desenhando a política de benefício flexível: quais categorias incluir? A resposta depende do perfil da força de trabalho, mas os dados de utilização de plataformas flex no Brasil mostram padrões consistentes que ajudam a calibrar essa decisão.

O que os dados de utilização mostram

Alimentação (que inclui refeição e mercado) segue sendo a categoria com maior utilização em praticamente todos os perfis demográficos e setores. Isso não é surpresa: a substituição do vale-refeição e vale-alimentação tradicionais pelo orçamento flex em alimentação é a transição mais natural e tem adoção imediata.

Mobilidade ocupa consistentemente o segundo lugar entre colaboradores que trabalham presencialmente ou em modelo híbrido. Para colaboradores 100% remotos, a categoria de saúde complementar (psicologia, nutrição, academia) cresce de forma relevante, reflexo da demanda por saúde mental e bem-estar que aumentou nos últimos três anos.

Educação é a categoria com maior variação por perfil: colaboradores mais jovens (18 a 30 anos) destinam uma parcela relevante para cursos e plataformas de aprendizado; colaboradores acima de 40 anos raramente usam essa categoria de forma significativa.

O que o padrão de uso diz sobre o design da política

Empresas que oferecem muitas categorias com orçamento diluído têm menor taxa de utilização total do que empresas que concentram o orçamento em 3 a 4 categorias relevantes para o perfil predominante da força de trabalho. Quanto mais opções irrelevantes, maior a confusão e menor o valor percebido pelo colaborador.

A regra prática: comece com as categorias de utilização garantida (alimentação, mobilidade) e adicione uma ou duas de diferenciação baseadas no perfil demográfico. Revise semestralmente com os dados de uso.

O que o uso do flex diz sobre o que os colaboradores valorizam

Os dados de utilização do flex são uma fonte de inteligência que nenhuma pesquisa de clima captura com a mesma precisão: o colaborador vota com o próprio dinheiro quando escolhe onde alocar o orçamento. Queda na utilização de uma categoria é sinal de que ela perdeu relevância para a população.

Diferenças por geração que valem atenção

  • Geração Z (até 27 anos): saúde mental, educação digital, mobilidade alternativa (bicicleta, scooter).
  • Millennials (28–42 anos): saúde complementar, alimentação qualificada, cultura e lazer.
  • Geração X (43–58 anos): saúde e bem-estar, alimentação, estabilidade de cobertura.
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