Doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2, obesidade, doenças cardiovasculares, são responsáveis por uma parcela desproporcionalmente grande dos custos de saúde corporativa. Não porque sejam as mais frequentes, mas porque são contínuas e, quando não gerenciadas, geram internações de alto custo que distorcem a sinistralidade de um período inteiro.
A maioria das empresas sabe que tem colaboradores com condições crônicas no plano. Poucas têm estratégia ativa para gerenciar esse custo.
O custo real dos crônicos não gerenciados
Um colaborador diabético com bom acompanhamento clínico gera um custo mensal previsível e relativamente baixo. O mesmo colaborador sem acompanhamento adequado tem probabilidade significativamente maior de desenvolver complicações: retinopatia, nefropatia, pé diabético. Uma internação por complicação pode consumir o equivalente a 2 a 4 anos de custo de acompanhamento preventivo.
Multiplicado por todos os colaboradores com condições crônicas não gerenciadas, esse custo escondido pode explicar boa parte da sinistralidade acima do contratado que aparece no relatório da operadora.
Como identificar o problema na sua população
O relatório de sinistralidade por CID mostra os grupos diagnósticos com maior custo. Os grupos E (doenças endócrinas, incluindo diabetes), I (doenças cardiovasculares) e K (doenças do aparelho digestivo) são os mais relevantes. Se esses grupos estão crescendo, você tem um problema de crônicos não gerenciados que vai continuar pressionando as próximas renovações.
O que funciona como intervenção
Programas de gestão de crônicos eficazes combinam: identificação ativa de colaboradores com condição crônica via dados de utilização do plano, acesso facilitado a acompanhamento especializado com redução de coparticipação, e monitoramento de adesão ao tratamento com follow-up proativo.
Boa parte das operadoras tem esses programas disponíveis no contrato, mas raramente os ativam de forma estruturada sem solicitação e acompanhamento explícito do contratante.
Como usar esse dado na renovação
Se você identificou crônicos como driver relevante e apresentou na renovação um plano de gestão com meta de resultado, a operadora tem interesse em participar desse plano. O custo de uma internação é dela também; esse alinhamento de incentivos é uma alavanca de negociação que poucas empresas usam.
Se você quer mapear o impacto de crônicos na sinistralidade da sua empresa e estruturar um plano de ação, o diagnóstico da Benmind inclui essa análise.
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