Todo profissional de RH sabe que perder um colaborador custa caro. Mas poucos colocam esse custo em números reais, e ainda menos conectam esse custo diretamente à qualidade do pacote de benefícios. O resultado é que a decisão de modernizar benefícios fica travada em aprovação de budget, quando o argumento correto deveria ser o oposto: não modernizar é o que está gerando custo.
Os componentes do custo real de turnover
O custo de substituição de um colaborador é composto por itens diretos e indiretos que raramente aparecem juntos na mesma análise:
- →Custo de desligamento: verbas rescisórias, aviso prévio trabalhado ou indenizado, FGTS com multa.
- →Custo de recrutamento: plataformas, headhunter quando aplicável, horas da equipe de R&S.
- →Custo de onboarding: integração, treinamentos, equipamentos, licenças de software.
- →Custo da curva de produtividade: um colaborador novo leva em média 3 a 6 meses para atingir plena produtividade.
- →Custo de perda de conhecimento: projetos atrasados, clientes repassados, processos que existiam na cabeça de quem saiu.
A estimativa consolidada mais citada na literatura de RH posiciona o custo total de substituição entre 50% e 200% do salário do colaborador, variando por complexidade do cargo e setor.
A conexão com benefícios
Pesquisas de desligamento mostram que benefícios insatisfatórios aparecem consistentemente entre os três principais motivos de saída voluntária em empresas de médio porte. Não é o único fator, mas é um fator mensurável e, diferente de outros como liderança ou cultura, diretamente endereçável com uma decisão de gestão.
A pergunta que o RH precisa levar para o CFO não é "posso aumentar o orçamento de benefícios?". É: o custo do pacote atual de benefícios é menor ou maior do que o custo do turnover que ele está gerando?
O cálculo simplificado para a sua empresa
Dados necessários: (1) número de desligamentos voluntários nos últimos 12 meses, (2) salário médio dos colaboradores que saíram, (3) percentual que citou benefícios como fator na entrevista de desligamento.
Cálculo: desligamentos × salário médio × 0,8 (fator conservador de 80% do salário) × percentual relacionado a benefícios = custo de turnover atribuível ao pacote de benefícios. Compare esse número com o custo de modernizar o pacote. Na maioria dos casos, o ROI da modernização é positivo já no primeiro ano.
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