Absenteísmo é um dos indicadores mais citados em RH e um dos mais mal calculados. A taxa que aparece no relatório mensal de muitas empresas mede apenas faltas não justificadas, deixando de fora os afastamentos médicos, os atrasos frequentes e os casos de presenteísmo (quando o colaborador está presente, mas produz abaixo da capacidade por condição de saúde). Medir errado significa agir no problema errado.
Como calcular a taxa de absenteísmo corretamente
A fórmula mais completa considera todas as ausências ao trabalho, justificadas ou não: Taxa de absenteísmo = (total de horas de ausência no período dividido pelo total de horas esperadas de trabalho no período) × 100.
O benchmark de mercado para empresas brasileiras varia por setor: indústria costuma ter taxas entre 3% e 6%; serviços entre 2% e 4%. Qualquer taxa acima de 4% em serviços ou 6% em indústria merece análise detalhada.
As principais causas, e quais são controláveis
- →Doenças crônicas não gerenciadas: hipertensão, diabetes e doenças osteomusculares são as maiores causas de afastamento de longa duração.
- →Saúde mental: transtornos de ansiedade e depressão são a segunda maior causa de afastamento no Brasil. PAC/EAP com acesso facilitado reduz o tempo entre o início do problema e o tratamento.
- →Ergonomia e acidentes de trabalho: postos de trabalho mal projetados geram LER/DORT, principal causa de afastamento em posições operacionais e administrativas.
- →Clima organizacional: ambientes com liderança inadequada geram taxas de absenteísmo 40% maiores. Esse dado aparece quando você cruza absenteísmo por equipe e por gestor.
Como usar o dado de absenteísmo por CID e por gestor
Cruzar absenteísmo por CID revela se o problema é médico (doenças específicas predominantes) ou comportamental (afastamentos curtos e frequentes sem CID relevante, assinatura de clima ruim ou liderança inadequada). Cruzar por gestor revela onde o problema está concentrado, e frequentemente onde está a causa raiz.
O argumento para o CFO
Reduzir a taxa de absenteísmo de 5% para 3,5% em uma empresa com 200 colaboradores e custo médio diário de R$ 400 por pessoa equivale a recuperar aproximadamente 600 dias de trabalho por ano, ou R$ 240.000 de custo evitado. É o tipo de argumento que passa por conselho.
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